NOVEMBRO AZUL

Saúde - Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019


NOVEMBRO AZUL

Assessoria de Comunicação da Prefeitura – Silvana Paiva

 

22/11/2019 – 16h55

 

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Só fica atrás do câncer de pele. E o exame preventivo é fundamental para o diagnóstico precoce, que aumenta em 90% as chances de cura do paciente.

A afirmação e o alerta são feitos pelo médico urologista José Rogério Funabashi, precursor no atendimento da especialidade na rede municipal de Saúde de Paraguaçu desde 1998. Ele agora divide o atendimento à população de Paraguaçu Paulista com o também urologista Alexandre Carlos Messias no CEM – Centro de Especialidades Médicas, do Departamento de Saúde da Prefeitura Municipal.

No decorrer deste mês de Novembro Azul, quando são reforçadas as campanhas de prevenção ao câncer de próstata, Funabashi diz que o mito de que o exame afeta a masculinidade ainda permeia a mente do público masculino, mas superar o preconceito e fazer o exame passa a ter muito mais valor quando o que está em jogo é a saúde e a qualidade de vida do homem.

“O preconceito diminuiu muito nos últimos tempos, até por conta do maior acesso às informações”, afirma o urologista Rogério Funabashi, ao constatar que o acesso da população ao conhecimento científico e às campanhas de conscientização eleva a disseminação do tratamento.

Funabashi informa que, de acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Urologia e da Associação Médica Brasileira, há um diagnóstico de câncer de próstata a cada sete minutos e um óbito pela doença a cada 40 minutos. “A prevenção é importante, pois 25% dos portadores de câncer de próstata morrem devido à doença, 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados em estágios avançados. E quando os sintomas começam a aparecer, 95% dos casos já estão em fase adiantada”, orienta o médico.

O urologista destaca, portanto, que ainda não é possível prevenir a doença, mas é possível diagnosticá-la precocemente. “Com o diagnóstico precoce as chances de cura são de 90%”, afirma Rogério Funanashi.

 

Mais de 68 mil casos de câncer de próstata foram registrados em 2018

 

As estimativas apontam 68.220 novos casos em 2018. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens, além de ser a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil, com mais de 14 mil óbitos. Na presença de sinais e sintomas, recomenda-se a realização de exames.

O câncer de próstata é o tumor que afeta a próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele. Embora seja uma doença comum, por medo ou por desconhecimento muitos homens preferem não conversar sobre esse assunto.

A doença é confirmada após fazer a biópsia, que é indicada ao encontrar alguma alteração no exame de sangue (PSA) ou no toque retal, que somente são prescritos a partir da suspeita de um caso por um médico especialista.

As células são as menores partes do corpo humano. Durante toda a vida, as células se multiplicam, substituindo as mais antigas por novas. Mas, em alguns casos, pode acontecer um

crescimento descontrolado de células, formando tumores que podem ser benignos ou malignos (câncer).

O câncer de próstata, na maioria dos casos, cresce de forma lenta e não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem. Em outros casos, pode crescer rapidamente, se espalhar para outros órgãos e causar a morte. Esse efeito é conhecido como metástase.

Para investigar os sinais e sintomas de um câncer de próstata e descobrir se a doença está presente ou não, são feitos basicamente dois exames iniciais:

- Exame de toque retal: o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata, introduzindo o dedo protegido por uma luva lubrificada no reto. Este exame permite palpar as partes posterior e lateral da próstata.

- Exame de PSA: é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata - Antígeno Prostático Específico (PSA). Níveis altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata.

Para confirmar o câncer de próstata é preciso fazer uma biópsia. Nesse exame são retirados pedaços muito pequenos da próstata para serem analisados no laboratório. A biópsia é indicada caso seja encontrada alguma alteração no exame de PSA ou no toque retal.

O tratamento para o câncer de próstata feito por meio de uma ou de várias modalidades/técnicas de tratamento, que podem ser combinadas ou não. A principal delas é a cirurgia, que pode ser aplicada junto com radioterapia e tratamento hormonal, conforme cada caso.

Quando localizado apenas na próstata, o câncer de próstata pode ser tratado com cirurgia oncológica, radioterapia e até mesmo observação vigilante, em alguns casos especiais. No caso de metástase, ou seja, se o câncer da próstata tiver se espalhado para outros órgãos, a radioterapia é utilizada junto com tratamento hormonal, além de tratamentos paliativos.

A escolha do melhor tratamento é feita individualmente, por médico especializado, caso a caso, após definir quais os riscos, benefícios e melhores resultados para cada paciente, conforme estágio da doença e condições clínicas do paciente. Todas as modalidades de tratamento são oferecidas, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

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O médico urologista José Rogério Funabashi é precursor no atendimento da especialidade na rede municipal de Saúde de Paraguaçu desde 1998 (Foto: Silvana Paiva)

 

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A população de Paraguaçu Paulista também tem atendimento com mais um médico urologista: Alexandre Carlos Messias no CEM (Foto: Reprodução)

 

 

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