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Assessoria de Comunicação - Terça-feira, 28 de Maio de 2019

Notícias por Categoria

Dorina Nowill: ativista de direitos para cegos é homenageada pelo Google


VOCÊ SABIA?

 

Assessoria de Comunicação da Prefeitura – Silvana Paiva

 

28/05/2019 – 09h00

 

Ativista pela inclusão das pessoas com deficiência visual no Brasil e no mundo, Dorina Nowill é homenageada pelo Google nesta terça-feira (28), por conta de seu 100º aniversário de nascimento. A paulistana que morreu em 2010, tem o rosto estampado em um doodle na página inicial da versão brasileira do site.

Em cerca de 70 anos de ações pela causa dos cegos, Nowill idealizou a fundação que hoje recebe seu nome, presidiu o Conselho Mundial para o Bem Estar dos Cegos, trabalhou para que leis de inclusão fossem desenvolvidas e inspirou, ainda em vida, a criação da personagem Dorinha na Turma da Mônica.

Nascida em 28 de maio de 1919, Dorina de Gouvêa Nowill perdeu completamente a visão aos 17 anos, como consequência de uma doença que nunca foi diagnosticada. Em 1943, ela se tornou a primeira aluna cega a frequentar uma escola regular – o curso normal – no colégio Caetano de Campos, em São Paulo.

Ao longo do curso, Nowill desenvolveu um método para inclusão de deficientes visuais na educação. Seu projeto foi aprovado pelo governo paulista, na década de 40, e abriu caminho para a instalação do I Curso de Especialização de Educação de Cegos na América Latina.

Na mesma década, ela ainda foi idealizadora da “Fundação para o Livro do Cego no Brasil”, que mais tarde recebeu o nome de Fundação Dorina Nowill, organização sem fins lucrativos que até hoje desenvolve serviços para a inclusão social de pessoas com deficiências na visão.

De acordo com o site da entidade, ao longo de sete décadas, foram produzidos mais de 6 mil títulos de livros adaptados, além de mais de 2,7 mil obras em áudio e cerca de outros 900 títulos digitais acessíveis. Nos serviços de clínica de visão subnormal, reabilitação e educação especial, foram atendidas mais de 17 mil pessoas no período.

Entre outras iniciativas, Nowill idealizou a Biblioteca Braile, que localiza-se desde 1986 no Centro Cultural São Paulo, e atuou por conquistas políticas como a garantia em lei do direito à educação inclusiva do cego no Estado de São Paulo, assinada em 1953.

Organizou diversos congressos ao longo de sua trajetória e, em 1975, representou o Brasil na Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos da Mulher. Na ocasião, foi aprovada a recomendação – em caráter mundial – para que a mulheres com deficiência fossem consideradas cidadãs plenas de seus direitos.

Em 1979, foi eleita presidente do Conselho Mundial para o Bem Estar dos Cegos. No ano de 1996, lançou sua autobiografia: “E eu venci assim mesmo”.

Nas celebrações pelos 100 anos de seu nascimento em 2019, a fundação que leva seu nome a descreve como “a mulher que enxergava o mundo com os olhos da alma”.

Com informações da Veja Brasil.

 

FOTO 01

Doodle do Google homenageia a ativista Dorina Nowill (Google/Reprodução)

 

FOTO 02

Dorina Nowill ao lado de Dorinha, personagem da Turma da Mônica criada em sua homenagem (Fundação Dorina Nowill/Reprodução)

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